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IRM realiza pesquisa sobre tecnologia e educação inclusiva

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Dados foram compartilhados durante webinário “Tecnologia e Educação Inclusiva: estratégias para a equidade” 

O Instituto Rodrigo Mendes (IRM) apresentou, nesta quinta-feira (16/04), os resultados da pesquisa sobre a inclusão de estudantes com deficiência favorecida pelo uso da plataforma Matemática ProFuturo, desenvolvida pela Fundação Telefônica Vivo. O levantamento contou com a participação de docentes de diferentes escolas de redes municipais do Mato Grosso do Sul e os dados foram compartilhados por Maria Laura Gomes, coordenadora do Núcleo de Pesquisas do IRM.

“De maneira geral, os professores percebem que a plataforma contribui para práticas pedagógicas mais inclusivas, especialmente ao apoiar a personalização da aprendizagem, a diversificação de estratégias e o engajamento dos estudantes com deficiência. Ao mesmo tempo, os dados também nos lembram de algo que é fundamental: a tecnologia sozinha não garante a inclusão. Ela se torna uma aliada muito potente quando está integrada ao planejamento pedagógico, à formação docente e às políticas públicas comprometidas com a equidade”, afirma Maria Laura.

Rodrigo Hübner Mendes, fundador e CEO do IRM, participou do encontro com a missão de contextualizar o cenário da Educação Especial no país e comentar o uso da tecnologia nas escolas. Em sua fala, pontuou que a solução para o desafio da inclusão passa por conhecer melhor cada aluno e explorar múltiplas estratégias em sala de aula, o que exige tempo e planejamento por parte dos professores. “O tempo é um ativo escasso na rotina de um docente no Brasil. Nesse sentido, os recursos de IA [Inteligência Artificial] podem nos ajudar a virar o jogo ao serem usados para otimizar tarefas operacionais, corrigir problemas, preencher relatórios, para que os professores possam focar sua agenda em atividades mais nobres, como o planejamento das aulas, depois de identificar as singularidades de cada aluno”, ressaltou. 

A diretora-presidente da Fundação Telefônica Vivo, Lia Glaz, destacou a inclusão como uma agenda essencial de garantia de direitos. “Falar sobre inclusão, principalmente na Educação Básica, é falar sobre enfrentar desigualdades históricas que impactam o acesso, a permanência e a aprendizagem de milhões de estudantes”, afirmou. Para ela, a tecnologia e a inclusão digital podem ser elementos centrais para enfrentar essas desigualdades, seja apoiando os professores ou fortalecendo a gestão das escolas para que se tornem mais inclusivas.

Rodrigo reforçou, ainda, a importância de que as escolas sustentem altas expectativas em relação a todos os estudantes. “Venho dedicando a minha vida há 30 anos para que toda criança tenha a chance de alcançar o seu melhor por meio da educação. Esse é o pacto que nos guia e que se aplica a toda criança brasileira, seja qual for o seu jeito de ser. É assim que avançamos para uma sociedade que não aceita abismos sociais e em que todos são tratados como iguais”, completou.

O webinário foi mediado por Karina Daidone, gerente sênior de Programas, Plataformas e Dados da Fundação Telefônica Vivo, e reuniu também Mirian Vieira Batista Dias, coordenadora do Núcleo de Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação de Três Lagoas (MS); Oilson Antonio Soares Enciso, técnico de Matemática da mesma rede; Marcelo Augusto Dantas, gerente geral de estratégias educacionais da rede municipal de ensino do Recife (PE); e Patrícia Fontes, professora do Atendimento Educacional Especializado (AEE) na capital pernambucana, que compartilharam experiências e práticas voltadas à promoção da educação inclusiva em suas redes.

Confira a íntegra da live: