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SIEI debate os diálogos possíveis entre educação e a cidade

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Com o tema “A escola e a vida lá fora: (re)conhecer para transformar”, o 4º Seminário Internacional de Educação Integral (SIEI) teve início na terça-feira (28/08) no Sesc 24 de Maio, em São Paulo.  O encontro, realizado pela Fundação SM, em parceria com Instituto Rodrigo Mendes e outras instituições, contou com a presença de representantes de organizações ligadas à educação integral e buscou trazer para o debate questões e desafios sobre o tema.

A abertura do seminário teve a participação do diretor global da Fundação SM, Javier Palop, que falou sobre o compromisso e a necessidade de compartilhamento de saberes e sobre a importância de encontros sobre educação.

Palestrantes debatem sobre educação no seminário. No fundo do palco, uma projeção com a arte do seminário.
Participantes debatem sobre educação integral em encontro em São Paulo

O primeiro painel teve o tema “Diferentes territórios, diferentes olhares e demandas”, com a participação da educadora social, Bel Santos Mayer, e dos arquitetos, Paulo Mendes da Rocha e Beatriz Goulart. O debate concentrou-se no diálogo entre o território e a educação.

Bel Santos trouxe alguns exemplos de como a ocupação e diferentes usos do espaço público podem promover alterações e ressignificar lugares. Ela citou, como um dos exemplos, a mobilização de jovens do distrito de Parelheiros, em São Paulo (SP), que abriram uma biblioteca na região por conta própria. Bel disse que ocupar os espaços públicos da periferia é uma ponte para que as pessoas possam também chegar a outros lugares da cidade.

O arquiteto Paulo Mendes da Rocha destacou que um espaço é feito por pessoas, não pela estrutura física, e que a arquitetura precisa “amparar a imprevisibilidade da vida”. Beatriz Goulart completou que, normalmente, a escola é um lugar que nos ensina a nos acostumar com o que está posto e que o imprevisível costuma não ser bem-vindo. “O espaço comum é o lugar das diferenças. É necessário abrir espaço para imprevistos e dúvidas”, ela ressaltou.

Logo depois, Javier Palop voltou ao microfone para apresentar o Observatório da Juventude, programa da Fundação SM que busca ouvir as demandas de educação dos próprios estudantes e jovens, com temas sobre participação política, ética, cultura, entre outros. Após apresentação de dados sobre a educação em países ibero-americanos, realizada pelo representante da CEPAL, Guillermo Sunkel, o primeiro dia do seminário foi finalizado com lembranças da época escolar da plateia presente.

A programação do segundo dia (29/08) contou com a apresentação de plataformas virtuais sobre educação, divulgação de pesquisa sobre ocupações nas escolas, painel de discussão sobre a BNCC, além de debates sobre projetos de vida e sobre a reforma do Ensino Médio, com a presença de estudantes.

Matheus Cláudio da Silva e Ana Karolina Francisco Pereira Silva, alunos da Escola Estadual Eunice Marques – localizada na zona leste de São Paulo e participante da formação do Instituto Rodrigo Mendes, ‘Ensino médio inclusivo – Construindo uma escola para todos‘ – participaram da conversa sobre a reforma e ressaltaram a importância de se ouvir os alunos que são impactados pelas mudanças e a necessidade de se considerar as diferenças para a elaboração dos projetos escolares.

Assista aos vídeos dos encontros no link: https://glo.bo/2wynBOA.